O Arrependimento
O tempo passou e aquele amor aumentava a cada momento juntos. Amorel e Ariel, um amor inigualável!
Enquanto a carreira de Amorel se elevava a cada dia, Ariel chegava mais perto do seu sonho profissional.
Ele estava terminando sua formação profissional e faltando um ano para acabar, via uma longa e frutífera carreira.
Era dezembro e todos em clima de festas natalinas! Ruas cheias, músicas tocavam em cada esquina, deixando as pessoas mais alegres. Amorel adorava dezembro! Para ela era uma data onde as pessoas deixam mostrar o que realmente possuem em seus corações! Tudo fica colorido, tudo fica mágico.
Ariel, em uma tarde em que o sol se afastava lentamente, diz a Amorel que precisava viajar e neste ano, teria que passar o Natal com sua família que morava longe dalí!
Amorel o olhou com pesar nos olhos mas, lhe incentivou, apesar de sentir um vazio no peito!
Ela queria ter essa data com ele, comemorar mais um ano em uma data que significava nascimento!
Mas, as vezes, temos que deixar as emoções e pensar racionalmente, oferecendo a liberdade à pessoa amada, mesmo que dolorosa seja a situação!
Eles ficam uns dias juntos e 3 semanas antes do Natal ele viaja!
Ela continua trabalhando e mantendo contato por telefone.
As noites era intermináveis, faltava algo, faltava tudo! Por mais que tentasse esconder, todo viam que ela sentia muita saudade de Ariel.
As conversas por telefone eram longas, saudosas, recheadas de palavras carinhosas e amorosas. Tudo tinha uma forma diferente, sem ele por perto. Mas, o trabalho ainda lhe cobrava muitas atitudes frias e ela buscava se envolver nas tarefas e apesar de não esquecer seu grande amor, conseguia se distrair em meio aos papéis.
Em uma noite, o telefone toca e ela não se contém as lágrimas e diz a Ariel que sente muita sua falta. Seu coração dói! Difícil de controlar um sentimento tão forte! Foi bom ela dizer isso como um desabafo. Assim, talvez, ela ficasse mais leve e o Natal sem Ariel se tornasse, menos triste!
Era sexta-feira, ela desliga o telefone e vai dormir para que a noite passasse mais rápido.
No sábado de manhã, acorda e vai às compras de rotina! Shoppings, amigos, pessoas andando, buscando presentes, buscando realizar desejos, enchiam as ruas! Ela já cansada e sem muita disposição para continuar volta à casa. Ao chegar no apartamento, a campainha toca e ela abre a porta. De uma maneira inusitada e sem acreditar ela o vê ali na sua frente.
Ele a abraça, beija e diz que não conseguira ficar longe dela e que precisaria voltar. Não queria que ela passasse o Natal sozinha, sem ele. Aquela tarde, a noite brilhava mais e as estrelas eram pequenas perto do brilho do olhos do casal.
Pela primeira vez, naquelas 2 semanas, ela queria que as noites não terminassem tão rápido, como era seu desejo, de costume.
Acordaram pela manhã, tomaram café juntos e foram passear e visitar alguns amigos.
O lugar era lindo, uma casa no meio do verde, o cheiro de mato, de terra molhada deixava tudo perfeito. Só não era mais perfeito devido a uma diferença no olhar de Ariel. E ela notando isso, deixou para comentar em outra situação. Já que era de costume, ambos falarem muito sobre o que sentiam, isso seria algo que não podia passar em branco, naquele dia.
Ariel realmente, estava estranho e apesar de não tentar demonstrar, continuava a agradar Amorel na sua visita.
Ao cair da tarde, resolveram voltar para casa e la chegando, Amorel pergunta a Ariel o que houve e porque ele parecia estranho. Ele apesar de tentar fugir à resposta.
Ele senta ao lado dela no sofá e sem mais nem menos diz: " Eu queria saber, se podíamos ser apenas amigos".
( Silencio....)
Amorel respira, respira e fica em silêncio por alguns momentos. Sua vida parece lhe passar toda por sua cabeça em forma de filme, tudo em menos de alguns segundos. O que ela poderia dizer alí. Impossível aquilo estar acontecendo...Talvez, fosse uma brincadeira...
Ela o olha, tirando uma força de dentro do peito que surgiu inesperadamente e o pergunta: "....é isso mesmo o que você quer?"
Ele pára e a olha respondendo apenas com a cabeça "...sim!"
Ela sem dizer muito, talvez ainda tentando imaginar que fosse apenas um jogo, insiste de novo na pergunta e o questiona somente com uma curta frase ...." Você tem certeza...?".
Ele pára como se não tivesse, responde que sim...que tem certeza...
Então Amorel levanta, pega todas as roupas que ele trouxera da viagem e lhe diz que ele teria que sair dali, naquele momento e se fecha no quarto.
Ele talvez não esperando uma atitude tão fria dela, vai atrás e se senta ao lado dela e a abraça dizendo que a ama.
Ela pede para que ele vá embora e diz que vai sair e que quando voltar, não quer vê-lo mais no apartamento dela e que se ele não for, ela vai.
Ela sai e quando volta ele ainda a espera por ela. Ela não fala nada e se arruma para dormir.
Ariel, como se arrependesse, se prepara e deita ao lado dela dizendo que a ama muito.
Ela diz a ele que devido a hora, ele pode permanecer la, mas que terá que sair assim que o dia amanhecer e que a partir daquele momento, ele havia morrido pra ela!
A noite se tornou longa de novo e a escuridão ficou clara com o passar das horas. Ela não podia dormir. Seu corpo doía não querendo acreditar naquela situação.
Ela se levanta, se arruma e sai e deixa um bilhete para que ele não esteja mais lá quando ela voltar....
Era inexplicável como ela conseguiu reagir de uma maneira tão fria em relação ao homem que ela tanto amava.
Seu coração que batia forte por ele, havia se tornado uma pedra e seu amor lhe deu forças para tira-lo de sua vida o mais rapido possível. Sua paixão a cegou, não deixando ver o que ela fazia com ele naquele momento, por isso, pareceu tudo fácil.
As horas se passaram e ao retornar a casa, dia 25 de dezembro, Natal, ela não o encontra mais. Ele havia partido, como era de seu desejo e a casa estava de novo vazia. Mas, o vazio que reinava agora, não era o mesmo de antes, onde os espaços eram ocupados e preenchidos com saudade. Mas sim, com um sentimento que nem ela conseguia entender.
Amorel não derramou um lágrima, nem naquela hora e nem em outra hora que fosse. Seu corpo entorpeceu com um sentimento frio que a deixou diferente e sua mente buscou uma alternativa para não pensar em Ariel, vivenciando então a amnésia induzida por conta própria e passou a viver de lembranças seletivas, onde ele não fazia parte.
Os dias foram passando e apesar de não demonstrar, Amorel sofria por dentro. Seu corpo chegou a perder 10 kilos sem que ela percebesse. Algo estava errado, mas ela conseguiu tirar daquele amor forças para matar a lembrança de Ariel.
Talvez, ele nem tenha entendindo essa atitude dela, mas para Amorel, bastou 3 perguntas e 3 respostas para que sua dúvida fosse embora: Você tem certeza disso? É realmente, isso que você quer? Tem certeza?
Já que para todas as perguntas a resposta era sempre um sim, então não havia pelo que lutar. Não havia o porquê de questioná-lo. Para ela já era o sufienciente, pois talvez ele não soubesse que as três perguntas curtas feitas por ela, naquela noite, não lhe dariam, no futuro, sequer uma possibilidade ou chance de "arrependimento ".
O tempo passou e aquele amor aumentava a cada momento juntos. Amorel e Ariel, um amor inigualável!
Enquanto a carreira de Amorel se elevava a cada dia, Ariel chegava mais perto do seu sonho profissional.
Ele estava terminando sua formação profissional e faltando um ano para acabar, via uma longa e frutífera carreira.
Era dezembro e todos em clima de festas natalinas! Ruas cheias, músicas tocavam em cada esquina, deixando as pessoas mais alegres. Amorel adorava dezembro! Para ela era uma data onde as pessoas deixam mostrar o que realmente possuem em seus corações! Tudo fica colorido, tudo fica mágico.
Ariel, em uma tarde em que o sol se afastava lentamente, diz a Amorel que precisava viajar e neste ano, teria que passar o Natal com sua família que morava longe dalí!
Amorel o olhou com pesar nos olhos mas, lhe incentivou, apesar de sentir um vazio no peito!
Ela queria ter essa data com ele, comemorar mais um ano em uma data que significava nascimento!
Mas, as vezes, temos que deixar as emoções e pensar racionalmente, oferecendo a liberdade à pessoa amada, mesmo que dolorosa seja a situação!
Eles ficam uns dias juntos e 3 semanas antes do Natal ele viaja!
Ela continua trabalhando e mantendo contato por telefone.
As noites era intermináveis, faltava algo, faltava tudo! Por mais que tentasse esconder, todo viam que ela sentia muita saudade de Ariel.
As conversas por telefone eram longas, saudosas, recheadas de palavras carinhosas e amorosas. Tudo tinha uma forma diferente, sem ele por perto. Mas, o trabalho ainda lhe cobrava muitas atitudes frias e ela buscava se envolver nas tarefas e apesar de não esquecer seu grande amor, conseguia se distrair em meio aos papéis.
Em uma noite, o telefone toca e ela não se contém as lágrimas e diz a Ariel que sente muita sua falta. Seu coração dói! Difícil de controlar um sentimento tão forte! Foi bom ela dizer isso como um desabafo. Assim, talvez, ela ficasse mais leve e o Natal sem Ariel se tornasse, menos triste!
Era sexta-feira, ela desliga o telefone e vai dormir para que a noite passasse mais rápido.
No sábado de manhã, acorda e vai às compras de rotina! Shoppings, amigos, pessoas andando, buscando presentes, buscando realizar desejos, enchiam as ruas! Ela já cansada e sem muita disposição para continuar volta à casa. Ao chegar no apartamento, a campainha toca e ela abre a porta. De uma maneira inusitada e sem acreditar ela o vê ali na sua frente.
Ele a abraça, beija e diz que não conseguira ficar longe dela e que precisaria voltar. Não queria que ela passasse o Natal sozinha, sem ele. Aquela tarde, a noite brilhava mais e as estrelas eram pequenas perto do brilho do olhos do casal.
Pela primeira vez, naquelas 2 semanas, ela queria que as noites não terminassem tão rápido, como era seu desejo, de costume.
Acordaram pela manhã, tomaram café juntos e foram passear e visitar alguns amigos.
O lugar era lindo, uma casa no meio do verde, o cheiro de mato, de terra molhada deixava tudo perfeito. Só não era mais perfeito devido a uma diferença no olhar de Ariel. E ela notando isso, deixou para comentar em outra situação. Já que era de costume, ambos falarem muito sobre o que sentiam, isso seria algo que não podia passar em branco, naquele dia.
Ariel realmente, estava estranho e apesar de não tentar demonstrar, continuava a agradar Amorel na sua visita.
Ao cair da tarde, resolveram voltar para casa e la chegando, Amorel pergunta a Ariel o que houve e porque ele parecia estranho. Ele apesar de tentar fugir à resposta.
Ele senta ao lado dela no sofá e sem mais nem menos diz: " Eu queria saber, se podíamos ser apenas amigos".
( Silencio....)
Amorel respira, respira e fica em silêncio por alguns momentos. Sua vida parece lhe passar toda por sua cabeça em forma de filme, tudo em menos de alguns segundos. O que ela poderia dizer alí. Impossível aquilo estar acontecendo...Talvez, fosse uma brincadeira...
Ela o olha, tirando uma força de dentro do peito que surgiu inesperadamente e o pergunta: "....é isso mesmo o que você quer?"
Ele pára e a olha respondendo apenas com a cabeça "...sim!"
Ela sem dizer muito, talvez ainda tentando imaginar que fosse apenas um jogo, insiste de novo na pergunta e o questiona somente com uma curta frase ...." Você tem certeza...?".
Ele pára como se não tivesse, responde que sim...que tem certeza...
Então Amorel levanta, pega todas as roupas que ele trouxera da viagem e lhe diz que ele teria que sair dali, naquele momento e se fecha no quarto.
Ele talvez não esperando uma atitude tão fria dela, vai atrás e se senta ao lado dela e a abraça dizendo que a ama.
Ela pede para que ele vá embora e diz que vai sair e que quando voltar, não quer vê-lo mais no apartamento dela e que se ele não for, ela vai.
Ela sai e quando volta ele ainda a espera por ela. Ela não fala nada e se arruma para dormir.
Ariel, como se arrependesse, se prepara e deita ao lado dela dizendo que a ama muito.
Ela diz a ele que devido a hora, ele pode permanecer la, mas que terá que sair assim que o dia amanhecer e que a partir daquele momento, ele havia morrido pra ela!
A noite se tornou longa de novo e a escuridão ficou clara com o passar das horas. Ela não podia dormir. Seu corpo doía não querendo acreditar naquela situação.
Ela se levanta, se arruma e sai e deixa um bilhete para que ele não esteja mais lá quando ela voltar....
Era inexplicável como ela conseguiu reagir de uma maneira tão fria em relação ao homem que ela tanto amava.
Seu coração que batia forte por ele, havia se tornado uma pedra e seu amor lhe deu forças para tira-lo de sua vida o mais rapido possível. Sua paixão a cegou, não deixando ver o que ela fazia com ele naquele momento, por isso, pareceu tudo fácil.
As horas se passaram e ao retornar a casa, dia 25 de dezembro, Natal, ela não o encontra mais. Ele havia partido, como era de seu desejo e a casa estava de novo vazia. Mas, o vazio que reinava agora, não era o mesmo de antes, onde os espaços eram ocupados e preenchidos com saudade. Mas sim, com um sentimento que nem ela conseguia entender.
Amorel não derramou um lágrima, nem naquela hora e nem em outra hora que fosse. Seu corpo entorpeceu com um sentimento frio que a deixou diferente e sua mente buscou uma alternativa para não pensar em Ariel, vivenciando então a amnésia induzida por conta própria e passou a viver de lembranças seletivas, onde ele não fazia parte.
Os dias foram passando e apesar de não demonstrar, Amorel sofria por dentro. Seu corpo chegou a perder 10 kilos sem que ela percebesse. Algo estava errado, mas ela conseguiu tirar daquele amor forças para matar a lembrança de Ariel.
Talvez, ele nem tenha entendindo essa atitude dela, mas para Amorel, bastou 3 perguntas e 3 respostas para que sua dúvida fosse embora: Você tem certeza disso? É realmente, isso que você quer? Tem certeza?
Já que para todas as perguntas a resposta era sempre um sim, então não havia pelo que lutar. Não havia o porquê de questioná-lo. Para ela já era o sufienciente, pois talvez ele não soubesse que as três perguntas curtas feitas por ela, naquela noite, não lhe dariam, no futuro, sequer uma possibilidade ou chance de "arrependimento ".
"Arrependimento, na origem da palavra, quer dizer mudança de atitude, ou seja, atitude contrária, ou oposta, àquela tomada anteriormente.
"É sempre sinal de vitória na adversidade, a liberdade conquistada após longo esforço, saída de uma prisão ou de uma situação de ..."
Continua...
"É sempre sinal de vitória na adversidade, a liberdade conquistada após longo esforço, saída de uma prisão ou de uma situação de ..."
Continua...
Raquel Nogueira Rubin















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